Imagine um
local tipicamente rural, com quatro chácaras e uma estrada de chão que cortava esses
espaços, chamada de Caminho do Meio. Imagine criações de gado e plantações de
agrião. Imagine casas de veraneio construídas nesse local como ponto de refúgio
para o forte calor do centro de Porto Alegre. O fim da linha da cidade, a última
parada do bonde.
Estou falando
do bairro Petrópolis na década de XX que a partir de então passou por vários
processos de urbanização e transformação, mas, segundo os moradores, os traços
familiares se mantêm até hoje. Com o crescimento da cidade, as famílias se
deslocaram para o bairro então afastado e começaram a construir suas casas e
montar sua história por ali. Nas últimas décadas o bairro vem sofrendo com a
demolição das casas mais antigas para construção de prédios, processo que o
coletivo de moradores do Movimento Projeta Petrópolis está tentando estancar
através da inventariação de bens arquitetônicos e culturais.
Como combinado na aula anterior, decidimos
o projeto que faremos em parceria com os moradores: um pequeno documentário
contando as vivências dos moradores mais antigos. Breve, simples, mas cheio de
lindas memórias e saudosismo.
[Postagem para a disciplina de Museu, Patrimônio e Cidade referente ao encontro do dia 13/06/2017]
Sempre gostei de ouvir pessoas vividas contando suas histórias, carregadas de saudade de um tempo que não volta mais. Sempre aprendemos alguma coisa, então foi um prazer ouvir o primeiro entrevistado, o Seu Edmundo. Que suas memórias da praça, do bonde e da infância possa ser imaginada por todos que o vídeo alcançar.
[Postagem para a disciplina de Museu, Patrimônio e Cidade referente ao encontro do dia 13/06/2017]
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